
Nas Escravas todos nos conhecemos,
Quase de fralda ou de chucha na mão,
Uns com os outros mesmo crescemos,
Com rasteiras, sorrisos e muita emoção!
A Irmã Doroteia ao princípio atemorizava,
A porta no fim do corredor nos assustava,
As festa de Carnaval nos surpreendiam,
Naquele enorme recreio todos se perdiam!
A Conceição rezingona de pé na Portaria,
Outro figurão: a Natalina da Secretaria!
Enorme paciência: Dª Olga e Ana Maria,
Fátima, a primeira Professora da Primária!
Ana Maria Magalhães, professora exemplar,
O Gosto pela leitura ela conseguiu contagiar!
Pensámos que os livros de “Uma Aventura”,
Por ela tinham sido escritos, que loucura!
No Colégio muitos tiveram a primeira paixoneta,
Tudo começava nas caçadinhas com uma careta,
Somos a geração oitenta do Carlos Paião,
Amámos a letra da “Cinderela”, que canção!
Alguns no Ciclo ainda ficaram,
Amizades no Colégio solidificaram,
Aquilo que nos une há quase 50 anos,
A distância não separa, meus “manos”!
No WhatsApp sempre a postar,
O Turno da Noite é imparável,
Põem-nos a todos a gargalhar,
Numa alegria bem contagiável!
Há 40 anos muitos não nos víamos,
Na rua já não nos reconheceríamos…
Mas os valores que partilhámos aqui estão:
Não nos juntámos nesta bela noite em vão!
E se hoje aqui estamos com alma,
Essa palavra-chave é: “Monção”!
Para ele agora um dilúvio de palma(s),
Homenagem para ti, de coração!
“Derrubámos” uma ditadura,
Acabámos com a PGA,
Revolucionários com bravura,
Como a geração 74 não há!
Nós hoje mesmo “depois do Adeus”
Prometemos voltar-nos a encontrar,
Estes sentimentos teus ou meus,
São de uma amizade de pasmar!
Vou finalmente agora terminar,
Prometo não mais vos maçar,
À bela Turma de 74 brindemos,
Por muitos mais anos nos juntemos!
Artur Filipe, Abril 2024